No ponto mais alto( o morro de Itaguaçu) da cidade de Itanhaém litoral sul de São Paulo, foi construida uma das primeiras edificações da historia do Brasil. No mesmo ano de fundação da Conceição de Itanhaém, em 1532, o povoado deu inicio a construção de uma pequena capela para a padroeira da vila. Considerada uma das primeiras igrejas fundadas no País.
Na época o primeiro templo á Nossa Senhora da Conceição no Brasil, tornando se um dos principais locais de peregrinação no país.
Mas somente em 1553, foi encomendada a imagem da padroeira, chamada de Imaculada da Conceição ou Virgem de Anchieta.
Onde o padre Jesuíta José de Anchieta esteve entre 1563 e 1595 e escreveu o poema " A virgem de Anchieta" ao passar pela segunda cidade mais antiga do país.
Segundo relatos do Frei Basílio Röwer, publicado no livro Páginas de
História Franciscana no Brasil (1941), “a pequena ermida no morro de Itanhaém tornou-se
célebre já no século XVI por causa da imagem miraculosa que nela se venerava”.
Entre as histórias marcantes, conta-se que em 1610 o Jesuíta P. Banhos foi
curado por Nossa Senhora da Conceição, na ermida, após sofrer enfermo por 20
anos. Outra história relatada afirma que a ermida foi palco do armistício entre
as tribos Tamoios e Tupis, em 1563, que selaram a paz em um abraço fraternal.
Entre 1733 e 1734 foi ampliada por Frei Rodrigo dos Anjos,com a construção do Convento Nossa Senhora da Conceição.A construção marcou não apenas a história da Cidade,
como também passou a ser popularmente a denominação do local. O convento foi
erguido à frente do edifício da Igreja, do lado direito, onde suas ruínas podem
ser vistas atualmente.
Ainda segundo relatos de Frei Basílio Röwer, nesta
época, o Convento era muito estimado pelos antigos frades, não somente por ser
de Nossa Senhora, como a calma e a solidão tornavam o local apropriado para ser
casa de noviciado. O Convento Nossa Senhora da Conceição se tornou assim também
um retiro para religiosos que quisessem levar uma vida de oração e penitência.
Em março de 1833, um grande incêndio destruiu grande
parte do Convento. O Guardião local, Frei Manuel de Santa Perpétua, que além de
sacerdote era uma espécie de professor particular para menores e adultos (não
havia escola pública na época), costumava com seus alunos adultos afugentar os
morcegos e suindaras que infestavam o local.
Porém, em uma das caçadas, o Frade e seus alunos
usaram de modo imprudente tochas com folhas secas de bananeiras. A madeira
empregada na construção do local há mais de um século se achava ressecada e
carcomida pelo cupim, o que tornou combustível para que as chamas se
propagassem e destruíssem o primeiro templo construído no Brasil sob a
invocação da Virgem da Conceição.
Por mais de 20 anos, as ruínas da Igreja e do
Convento ficaram em completo abandono. A situação muda com a criação da
Irmandade Nossa Senhora da Conceição, em 1860, com o fim de restaurar a
Igreja. A entidade tomou posse do local em 1862.
Com a ajuda do povo e de contribuições que vieram de
São Paulo, a Igreja foi reconstruída em 1865. Em 12 de dezembro daquele ano, as
imagens, que haviam sido transladadas para a Matriz de Sant'Anna, foram
recolocadas nos seus respectivos altares. O convento, porém, não foi
reconstruído.
Em 1916, a Igreja e as ruínas do Convento Nossa
Senhora da Conceição passaram para a propriedade da Diocese de Santos, que a
mantém até os dias atuais. Em 1921, Washington Luís, então presidente do Estado
de São Paulo, realizou uma restauração parcial, renovando o madeiramento do
telhado e o assoalho.
Nesta época, outra história curiosa marcou o
histórico lugar. Soube-se que um dos vigários tinha enterrado há muito tempo
diversas imagens do Convento, logo atrás da Igreja Matriz de Sant'Anna. A busca
teve êxito e quatro dessas imagens ainda são conservadas no Convento.
Em 1948, outro episódio infeliz ocorre na Igreja.
Parte do telhado e do forro ruiu por um raio, destruindo completamente a torre.
O monumento histórico, a partir de 1952, foi objeto de restauração, executada
então pelo órgão de preservação federal, porém foi optado por conservar parte
dos edifícios conventuais arruinados. O Convento passou ainda por muitas
pequenas restaurações e, em 1941, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
No dia 23 de novembro, após quase dois anos sem
receber missas e a presença de religiosos, o Convento Nossa Senhora da Conceição foi
reaberto para a população. O local passou por manutenção no telhado, troca de
toda a fiação elétrica e pintura interna e externa. A comunidade se uniu para
que os serviços realizados tornassem realidade a reabertura.
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